11 de agosto de 2010
Ajoelhe-se perante a Natureza!
Não há palavras para descrever o santuário das Cataratas do Iguaçu. Há somente a real vontade de ajoelhar-se perante a obra mais bela que a Natureza criou nesse planetinha de Deus...
29 de julho de 2010
Sexto sentido
Numa noite agradável de reunião entre grandes amigos, é sempre possível que o calor de uma discussão acarrete alguns imprevistos.
O caso foi em minha casa. O tema era espiritualismo, Espiritismo e religião. Tema profundo. O debate estava deveras interessante, mas, em determinada hora, este passou a ter um caráter cada vez mais sério. Praticamente só duas pessoas falavam (eu era uma delas). O Shan, quando tem casa cheia, fica bem contente, por poder se fazer de "pidão" para brincar com várias pessoas. Porém, naquela noite, não havia atenção nenhuma para ele. Ele estava quieto, andando para cá e para lá, como se não entendesse por que é que ele não recebia atenção, mesmo com tanto barulho na sala...
Por minha parte, os ânimos estavam cada vez mais exaltados, devido à profundidade e importância que eu dava para aquele diálogo. No momento em que eu ia recomeçar a colocar meus argumentos em pauta, com o sangue já fervendo nas veias, eu ouvi latidos fortes e, por que não dizer, arrepiantes, vindos do meu quarto. Eu nunca tinha ouvido o boxer latir daquela maneira. Em um segundo, eu parara de falar e estava em meu quarto. O Shan estava deitado, perto da minha cama, com uma cara de assustado. A mensagem era clara: era hora de parar com aquele debate.
Como agradecimento àquele aviso sobrehumano, deitei no chão do meu quarto com ele e, em silêncio, nos dispomos a dar uma cochilada de serenar mentes e corações...
O caso foi em minha casa. O tema era espiritualismo, Espiritismo e religião. Tema profundo. O debate estava deveras interessante, mas, em determinada hora, este passou a ter um caráter cada vez mais sério. Praticamente só duas pessoas falavam (eu era uma delas). O Shan, quando tem casa cheia, fica bem contente, por poder se fazer de "pidão" para brincar com várias pessoas. Porém, naquela noite, não havia atenção nenhuma para ele. Ele estava quieto, andando para cá e para lá, como se não entendesse por que é que ele não recebia atenção, mesmo com tanto barulho na sala...
Por minha parte, os ânimos estavam cada vez mais exaltados, devido à profundidade e importância que eu dava para aquele diálogo. No momento em que eu ia recomeçar a colocar meus argumentos em pauta, com o sangue já fervendo nas veias, eu ouvi latidos fortes e, por que não dizer, arrepiantes, vindos do meu quarto. Eu nunca tinha ouvido o boxer latir daquela maneira. Em um segundo, eu parara de falar e estava em meu quarto. O Shan estava deitado, perto da minha cama, com uma cara de assustado. A mensagem era clara: era hora de parar com aquele debate.
Como agradecimento àquele aviso sobrehumano, deitei no chão do meu quarto com ele e, em silêncio, nos dispomos a dar uma cochilada de serenar mentes e corações...
O valor da biodiversidade
A edição de julho da revista GEO BRASIL tem uma interessante matéria, onde o autor Andreas Weber e o fotógrafo Ingo Arndt nos mostram que vários cientistas do mundo estão calculando o valor, em dinheiro, da biodiversidade em seus países. Aí vão alguns bons exemplos!
O operário de reflorestamento na Alemanha

Pântanos, depósitos favoráveis de CO2
O operário de reflorestamento na Alemanha

Pântanos, depósitos favoráveis de CO2
21 de julho de 2010
Nomes e significados
Que interessante... O boxer usualmente é chamado de vários nomes: "Shan, patinho e lagarto"... "Jackie Shan"... "RebolaShan"... "Shan Connery"... "Shanbinho"... "Shan Po"... Eu me divirto com isso.
Hoje fui tentar saber se o famoso ator chinês de Hollywood era "Jackie Shan" ou "Jackie Chan". Acabei descobrindo que o acrobata do Kung-Fu cinematográfico chama-se "Chan", e o significado deste sobrenome é "brilhante".
Aproveitei para pesquisar mais sobre o nome do meu cãozinho. E a internet me revelou, por duas vezes, que o nome "Shan", além da origem chinesa, tem raízes celtas. Em gaélico, a língua oficial do povo celta, o nome "Shan" significa "ancião, sábio".
Montanha sábia com "ventos brilhantes"... Huum... Muito interessante...
Por fim, o Wikipedia me mostrou um artigo de um urso panda gigante que mora no Zoológico Nacional Smithsonian, na capital norte-americana. O nome dele é "Tai Shan" e foi escolhido através de uma votação onde participaram mais de 200 mil pessoas. "Tai Shan" significa "montanha pacífica". Mas quase que o panda ganha o nome "Long Shan", que significa "montanha dragão".
E esse panda se parece muito com o Shan canino...
Hoje fui tentar saber se o famoso ator chinês de Hollywood era "Jackie Shan" ou "Jackie Chan". Acabei descobrindo que o acrobata do Kung-Fu cinematográfico chama-se "Chan", e o significado deste sobrenome é "brilhante".
Aproveitei para pesquisar mais sobre o nome do meu cãozinho. E a internet me revelou, por duas vezes, que o nome "Shan", além da origem chinesa, tem raízes celtas. Em gaélico, a língua oficial do povo celta, o nome "Shan" significa "ancião, sábio".
Montanha sábia com "ventos brilhantes"... Huum... Muito interessante...
Por fim, o Wikipedia me mostrou um artigo de um urso panda gigante que mora no Zoológico Nacional Smithsonian, na capital norte-americana. O nome dele é "Tai Shan" e foi escolhido através de uma votação onde participaram mais de 200 mil pessoas. "Tai Shan" significa "montanha pacífica". Mas quase que o panda ganha o nome "Long Shan", que significa "montanha dragão".
E esse panda se parece muito com o Shan canino...
14 de julho de 2010
Começando pelas ruas - 3a parte - Praia & Chuva
"Logo agora!", pensei. Tinha acabado de chegar em casa, depois de um exaustivo dia de trabalho. O Shan parecia mais ansioso pra sair do que nunca. Parecia que ele pressentia o lugar que iria conhecer naquela noite chuvosa de inverno. Curiosamente, os estrondosos trovões não afetavam nem um pouco o boxer. Mas isso nem chega a ser curisoso realmente...
Saímos de carro numa chuva absurdamente forte. Em menos de 5 minutos, a principal avenida do Recreio estava alagada. Mas essa pancada de água foi bem curta. Brinquei com o Shan, dizendo que não poderíamos passear nequele dia. Cheguei até o Pontal, onde estacionei o carro e desci o Shan com a sua nova coleira (um peitoral de cor azul que acabara de trazer de Volta Redonda). A chuva era fraca, mas constante. Fomos nos aproximando lentamente da areia. Quando o Shan tocou, pela primeira vez, na areia, ele teve um surto de alegria. Mesmo preso à guia, ele espirrava e saltava, sinalizando que era hora de soltá-lo, pois havia muita brincadeira pela frente... E brincadeira nova! Pouco tempo depois de soltá-lo, comecei a correr pela praia, na chuva. O boxer me seguia incansavelmente, sujando toda a língua e o focinho de areia. Ele ficou cansado mais rápido do que eu na areia, mas a sua capacidade de recuperação de fôlego é muito mais alta. O boxer ainda correu bastante pelas gramas e pequenos morros da praça do Pontal, onde mastigou algumas amêndoas e rolou na grama molhada.
Em casa, foi o tempo de tomar o banho de redenção, após seus primeiros contatos com areia de praia e chuva, para ele estar esparramado no chão do meu quarto, sobre algumas roupas sujas minhas, num sono que já começava antes mesmo de eu ter tomado a minha ducha...
Saímos de carro numa chuva absurdamente forte. Em menos de 5 minutos, a principal avenida do Recreio estava alagada. Mas essa pancada de água foi bem curta. Brinquei com o Shan, dizendo que não poderíamos passear nequele dia. Cheguei até o Pontal, onde estacionei o carro e desci o Shan com a sua nova coleira (um peitoral de cor azul que acabara de trazer de Volta Redonda). A chuva era fraca, mas constante. Fomos nos aproximando lentamente da areia. Quando o Shan tocou, pela primeira vez, na areia, ele teve um surto de alegria. Mesmo preso à guia, ele espirrava e saltava, sinalizando que era hora de soltá-lo, pois havia muita brincadeira pela frente... E brincadeira nova! Pouco tempo depois de soltá-lo, comecei a correr pela praia, na chuva. O boxer me seguia incansavelmente, sujando toda a língua e o focinho de areia. Ele ficou cansado mais rápido do que eu na areia, mas a sua capacidade de recuperação de fôlego é muito mais alta. O boxer ainda correu bastante pelas gramas e pequenos morros da praça do Pontal, onde mastigou algumas amêndoas e rolou na grama molhada.
Em casa, foi o tempo de tomar o banho de redenção, após seus primeiros contatos com areia de praia e chuva, para ele estar esparramado no chão do meu quarto, sobre algumas roupas sujas minhas, num sono que já começava antes mesmo de eu ter tomado a minha ducha...
13 de julho de 2010
Começando pelas ruas - 2a parte
Faltava uma semana ainda para que o Shan recebesse a última dose da vacina que o obrigava a ficar em casa, sem contato com outros cães. Só que eu já não aguentava mais ficar em casa, esperando a última dose de "proteção" dele. Na segunda, à noite, levei o boxer a uma pracinha. Era uma praça bem ajeitada, com quadra de esportes, muitas árvores e grama e brinquedos para crianças. Ele estava muito feliz, com todo aquele espaço pra correr e grama pra se jogar em cima. Shan... Um nome bem incomum, certo? Bem, o primeiro contato oficial dele com cães "com dono", na rua, foi justamente com dois cachorros de nome bem comum entre caninos, famosos por serem personagens de desenhos animados: Tobi e Snoopy. Mas o Shan vai ficar muito mais famoso. Muito mais...
8 de julho de 2010
Começando pelas ruas - 1a parte
Eu tinha que pagar uma dívida em Vargem Grande, e resolvi levar o Shan para passear. Era uma bela manhã de sábado, e eu tinha planejado ainda "dar um trato" no meu carro. Depois de dar uma passada na "fronteira interiorana" do Recreio, parti para o posto, para lavar o automóvel. Mas, de repente, o Shan começou a se mexer estranhamente, como se fosse fazer alguma coisa. Isso me relembrou a primeira vez que ele mijou todo o meu banco de trás... Resolvi dar uma parada, para não correr riscos. Parei numa rua tranquila, com uma calçada que era metade cimento e metade grama (com lixo...). Rapaz, que alegria! Era a primeira vez que ele brincava fora de casa, de verdade! Era a primeira vez dele na rua! O Shan tinha virado, literalmente, um pinto no lixo, porque ele se banhava de grama com salpicos de plástico, pano, papelão... Fiquei um tempo parado lá vendo a sua bagunça. Ele corria, cheirava tudo, comia grama, brincava com o copinho de plástico... De repente, ele fez o seu primeiro xixi na rua, bem em cima de um tufo de grama. Excelente!
Voltei para almoçar em casa com o carro limpo. Logo em seguida, levei o Shan para passear novamente, pois tinha que levar o meu laptop para consertar. Depois de deixar o computador na loja, aproveitei para deixá-lo mais cansado ainda. Levei ele a uma pequena praça, dentro de um condomínio de casas na Barra. Mais uma vez ele correu, cheirou, brincou com a bola e correu comigo... Ahhh, poucas coisas são tão prazeirosas nessa vida quanto correr junto com o seu cachorro... É uma sensação única...
Fomos pra casa, dei um belo banho no boxer e fui assistir ao jogo da Espanha, para descansar. E lá estava o filhote, no chão, completamente exausto! Como o jogo estava monótono, resolvi me juntar a ele no reino de Morfeu, talvez para brincar mais um pouco...
Voltei para almoçar em casa com o carro limpo. Logo em seguida, levei o Shan para passear novamente, pois tinha que levar o meu laptop para consertar. Depois de deixar o computador na loja, aproveitei para deixá-lo mais cansado ainda. Levei ele a uma pequena praça, dentro de um condomínio de casas na Barra. Mais uma vez ele correu, cheirou, brincou com a bola e correu comigo... Ahhh, poucas coisas são tão prazeirosas nessa vida quanto correr junto com o seu cachorro... É uma sensação única...
Fomos pra casa, dei um belo banho no boxer e fui assistir ao jogo da Espanha, para descansar. E lá estava o filhote, no chão, completamente exausto! Como o jogo estava monótono, resolvi me juntar a ele no reino de Morfeu, talvez para brincar mais um pouco...
7 de julho de 2010
Portal do Planeta Sustentável
Uma ótima indicação para os amantes de um planeta sustentável...
http://planetasustentavel.abril.com.br/
http://planetasustentavel.abril.com.br/
5 de julho de 2010
Limites para um Planeta Sustentável

Por Jonathan Foley
Diretor do Inst. do Meio Ambiente, University of Minnessota
A edição de junho da Scientific American Brasil publicou uma excelente matéria, a qual resume os limites dos principais processos ambientais que podem colocar em risco a vida na Terra. Estes limites foram definidos por vários cientistas do mundo, que tiveram esta tese colocada à prova quando a publicaram no renomado periódico científico Nature.
O gráfico "em pizza" acima mostra estes processos (são 9 no total) e os valores do "espaço operacional seguro" (círculo preto). Observem que três destes processos já tiveram seus limites ultrapassados: concentração de CO2 na atmosfera (vermelho), a poluição pelo nitrogênio, pelo uso de fertilizantes (rosa) e extinção da biodiversidade (amarelo). Outros processos já estão chegando lá, como a transformação da terra em lavoura, a acidificação dos oceanos e a poluição pelo fósforo (também vindo do uso de fertilizantes).
Para exemplificar a natureza interligada de processos ambientais vitais, como o uso da terra e da biodiversidade, a foto abaixo mostra gigantescas florescências de algas no Mar Negro (redemoinhos verdes na parte inferior do mar) que são alimentadas por escoamentos agrícolas levados pelo Rio Danúbio (ponto mais inferior da foto).

O próprio Jonathan afirma que, permitir que processos ambientais excedam certos limites pode ter graves implicações, mas algumas ações decisivas conseguem mantê-los dentro de esferas seguras. E algumas dessas ações podem ser vistas na figura abaixo.
29 de junho de 2010
Brasil x Costa do Marfim

Domingão de sol... Dia de jogo do Brasil na Copa... E dia de Shan o dia inteiro no apartamento dos meus pais...
A galera foi lá pra jogar PS2 na televisão gigante do meu pai, e, depois, assistir ao jogo do Brasil contra a Costa do Marfim. Tive que deixar o Shan na varanda, praticamente o dia todo. E ele não parou nenhum minuto. Mijava a toda hora, comia as plantas da minha mãe, subia no sofá dela... Eu não conseguia controlá-lo, e até desisti de limpar aquela sujeira constante. Mas, numa hora, ele se superou. Quando retornei uma vez à varanda, lá estava o vaso de minha mãe rodeado por terra, que o próprio Shan havia ajudado a tirar. Ele cavava alucinadamente o vaso, colocando quase dois quilos de terra no chão. Apesar dele ter acabado de tomar o seu banho semanal, naquela manhã do jogo, estava com terra até às orelhas... Ahhh, quando vi que não tinha jeito, e que já havia feito isso pela segunda vez, comecei a brincar de jogar a terra em cima dele. Ele estava todo sujo mesmo...
O jogo foi bom, o escrete canarinho venceu, e o Shan, agora mais calmo, dormia em frente a um aparelho que tinha soltado três urros de gol. A galera foi embora, e eu fiquei, pra limpar a sujeirada mais impressionante que o boxer havia feito até aquele dia. Eu limpava um pouco e descansava um tanto mais, assistindo aos comentários na TV daquele dia de Copa na África. Tudo arrumado e cheiroso, era hora de voltar pra casa. Eu já estava cansado de levar o Shan no colo, afinal, ele já tinha mais de 3 meses de idade, e pesava em torno de 10 kg, então decidi que ele iria até o portão do prédio pelo chão (apesar do prédio dos meus pais não aceitarem cães). Tranquei a porta do apartamento e comecei a descer o lance único de escada. Para a minha surpresa, o Shan não desceu comigo. Ficou parado, ouvindo o chamado que ele já estava acostumado: "Shaaan... Assobio, assobio, assobio!" E nada. Desci todo o lance de escada, chamando-o, sem ele me ver. Nada. Subi de volta, e ele lá, parado, olhando para a escada maldita (era o que ele devia pensar). Peguei as suas patas dianteiras, e puxei ele até o primeiro degrau. E assim foi, por uns quatro degraus. Larguei-o, desci mais uns quatro degraus e chamei-o pelo nome... Só que ele começou a subir de volta os degraus que acabara de "vencer"! Ele tremia, com medo da escada. Peguei ele de novo pelas patas dianteiras, e recomecei a descida do primeiro meio-lance da escada no estilo "patas da frente, patas de trás... Patas da frente, patas de trás...". Ao fim, lá estava o Shan, na plataforma da escada, com seus primeiros oito a nove degraus vencidos com uma pequena ajuda minha. Eu desci o restante da escada e chamei-o pelo nome. Que maravilha!! Ele prontamente desceu o restante dos degraus sozinho, sem nenhuma ajuda! Que mulekinho ixperto! Aprende rápido... Assim como a Costa do Marfim...
21 de junho de 2010
Primeira viagem: o explorador
Sabe lá como a vida é... O que é certo... O que é verdade... O que é falso... O que é pra ser e o que é pra não ser...
Numa noite inesquecível, coloquei o Shan e sua irmãzinha dourada em uma pequena caixa de papelão, no banco do carona. Despedi-me apaixonadamente de minha namorada, pois ficaria um longo mês sem vê-la, justamente por causa do fator "filhotice" do Shan. Foi ela quem conseguiu "dobrar" o meu amigo Rafael, com quem divido o apartamento no Rio, para que ele aceitasse a chegada do filhote Shan. Quanta ansiedade... Eu fiquei por um fio de não poder levá-lo comigo...
Estávamos na estrada, numa Dutra anoitecida e tranquila. Andei os primeiros quilômetros até fazer a primeira parada, na famosa Casa do Mamão. Quando parei o carro e acendi sua luz interna, deparei-me com meu primeiro desafio: um vômito, bem em cima do banco e do freio de mão. Não sabia de quem era, se do Shan ou de sua irmãzinha chorona (sim, ela ficou chorando o início da viagem toda, até dormir), mas não importava. Eu parara para descansar e beber uma água, e agora, para limpar vômito de cachorro. Fechei a porta e acionei o alarme do meu carro. Estava tomando calmamente um delicioso suco de uva, quando ouvi o alarme do meu carro soar. Mas, como? Fui correndo, e vi os dois pequenos boxers se mexendo na caixa. "O sensor de movimento acionou por causa deles... Hahaha!", pensei. Bem, eu ainda tinha um lanche pra terminar, então decidi não mais acionar o alarme do carro, e ficar de olho para ver se algum raptor de filhotinhos não passaria por perto. E qual não foi a minha surpresa quando, mais uma vez, o barulho do alarme se fez perceptível para todos na casa de lanches. Descobri, então, que o meu carro não aceitava ficar fechado e sem alarme ligado. A única opção era deixar uma porta quase fechada, e aguardar o lanche acabar, de olho num carro aberto e com dois cachorrinhos dentro.
A viagem prosseguiu muito bem, com os dois fazendo xixi na caixa, dormindo, acordando e dormindo. Cheguei ao meu prédio, no belo e praieiro bairro do Recreio dos Bandeirantes, e repeti o mesmo procedimento da parada na Dutra. E lá estava, mais uma vez, a maçaroca marrom de vômito, partindo da boca do Shan, no meu banco. É que ele havia ficado olhando por muito tempo pela janela durante o percurso... O Shan é um cachorro extremamente curioso e, por que não dizer, explorador. Eu notei essa sua característica quando ele ainda andava entre seus irmãos, no lar dos Flamarion. Enquanto seus irmãos corriam para chupar as tetas da Lua, o Shan cheirava a sala, as cadeiras, o sofá, e era, muitas vezes, o último a seguir para o leite materno ou para a ração. "Gostei! Tem um jeito aventureiro. Vai gostar muito de viajar!". Comprovei o “jeito quase geólogo de ser” do Shan mais tarde, quando, num passeio até a casa do meu grande amigo Marcelo, em Jacarepaguá, onde deixaria o Shan por dois dias (pois eu iria viajar a trabalho), ele me lamberia umas três vezes, provavelmente pensando que iríamos pegar a estrada rumo à Volta Redonda novamente. Eu cheguei a ouvir, antes de levá-lo para o meu apartamento, que o Shan era "lerdo". Muito interessante... Até nisso ele se parece comigo. A pessoa "lerda" é costumeiramente colocada em foco, devido a ser um tipo meio "avoado" ou que possui um mundinho próprio. O "lerdo" não está atento ao que ocorre ao seu redor. Mas o lerdo não é um desatento. Ele é extremamente atento, a outras coisas, talvez até mais importantes. E o Shan era desse jeito...
Numa noite inesquecível, coloquei o Shan e sua irmãzinha dourada em uma pequena caixa de papelão, no banco do carona. Despedi-me apaixonadamente de minha namorada, pois ficaria um longo mês sem vê-la, justamente por causa do fator "filhotice" do Shan. Foi ela quem conseguiu "dobrar" o meu amigo Rafael, com quem divido o apartamento no Rio, para que ele aceitasse a chegada do filhote Shan. Quanta ansiedade... Eu fiquei por um fio de não poder levá-lo comigo...
Estávamos na estrada, numa Dutra anoitecida e tranquila. Andei os primeiros quilômetros até fazer a primeira parada, na famosa Casa do Mamão. Quando parei o carro e acendi sua luz interna, deparei-me com meu primeiro desafio: um vômito, bem em cima do banco e do freio de mão. Não sabia de quem era, se do Shan ou de sua irmãzinha chorona (sim, ela ficou chorando o início da viagem toda, até dormir), mas não importava. Eu parara para descansar e beber uma água, e agora, para limpar vômito de cachorro. Fechei a porta e acionei o alarme do meu carro. Estava tomando calmamente um delicioso suco de uva, quando ouvi o alarme do meu carro soar. Mas, como? Fui correndo, e vi os dois pequenos boxers se mexendo na caixa. "O sensor de movimento acionou por causa deles... Hahaha!", pensei. Bem, eu ainda tinha um lanche pra terminar, então decidi não mais acionar o alarme do carro, e ficar de olho para ver se algum raptor de filhotinhos não passaria por perto. E qual não foi a minha surpresa quando, mais uma vez, o barulho do alarme se fez perceptível para todos na casa de lanches. Descobri, então, que o meu carro não aceitava ficar fechado e sem alarme ligado. A única opção era deixar uma porta quase fechada, e aguardar o lanche acabar, de olho num carro aberto e com dois cachorrinhos dentro.
A viagem prosseguiu muito bem, com os dois fazendo xixi na caixa, dormindo, acordando e dormindo. Cheguei ao meu prédio, no belo e praieiro bairro do Recreio dos Bandeirantes, e repeti o mesmo procedimento da parada na Dutra. E lá estava, mais uma vez, a maçaroca marrom de vômito, partindo da boca do Shan, no meu banco. É que ele havia ficado olhando por muito tempo pela janela durante o percurso... O Shan é um cachorro extremamente curioso e, por que não dizer, explorador. Eu notei essa sua característica quando ele ainda andava entre seus irmãos, no lar dos Flamarion. Enquanto seus irmãos corriam para chupar as tetas da Lua, o Shan cheirava a sala, as cadeiras, o sofá, e era, muitas vezes, o último a seguir para o leite materno ou para a ração. "Gostei! Tem um jeito aventureiro. Vai gostar muito de viajar!". Comprovei o “jeito quase geólogo de ser” do Shan mais tarde, quando, num passeio até a casa do meu grande amigo Marcelo, em Jacarepaguá, onde deixaria o Shan por dois dias (pois eu iria viajar a trabalho), ele me lamberia umas três vezes, provavelmente pensando que iríamos pegar a estrada rumo à Volta Redonda novamente. Eu cheguei a ouvir, antes de levá-lo para o meu apartamento, que o Shan era "lerdo". Muito interessante... Até nisso ele se parece comigo. A pessoa "lerda" é costumeiramente colocada em foco, devido a ser um tipo meio "avoado" ou que possui um mundinho próprio. O "lerdo" não está atento ao que ocorre ao seu redor. Mas o lerdo não é um desatento. Ele é extremamente atento, a outras coisas, talvez até mais importantes. E o Shan era desse jeito...
16 de junho de 2010
Por que não?
Era uma noite quente em Volta Redonda, na casa dos meus grandes amigos Pedro e Pablo e da família Flamarion. Eu havia praticamente assistido ao nascimento da primeira ninhada da cadela Lua, uma linda boxer que toma conta da casa e de todos. As indas e vindas à Volta Redonda para visitar a minha namorada me deram a oportunidade de ver o crescimento dos sete filhotinhos que sobreviveram. Eu estava no sofá, vendo TV e conversando com o Pedro, quando ele falou: "Cara, ter um cachorro é muito bom! É companheiro para a sua vida!". Aquilo me soou como uma rara novidade. Tudo bem que todo mundo diz a mesma coisa, só que, dessa vez, foi totalmente diferente. Era como se ele estivesse me fazendo um convite, sem ele saber. A frase me tocou como se fosse um sino ou uma lâmpada acendendo em minha mente. "Por que não??", eu me perguntei na hora. Em segundos, eu havia tomado uma decisão que daria novos rumos em minha vida. Ter um companheiro canino... Era isso que eu precisava! Claro! Um companheiro de viagens de estrada e de caminhadas pela praia, duas paixões pessoais minhas... Uma responsabilidade que teria de arcar, pois, por se tratar de um filhote de boxer, uma raça atlética e que gosta muito de exercícios, eu teria que planejar meu dia para passear com ele pelo menos duas vezes por dia. Isso me faria levantar mais cedo, me disciplinaria os horários...
Noutro dia, quando os filhotes tinham quase 2 meses de idade, comecei a pensar se gostaria de ter um macho ou uma fêmea. Perguntei ao Pedro qual sexo é o menos problemático e mais companheiro. E ele foi incisivo: "Um macho, com certeza!". Eu sabia que havia um "quase albino" na ninhada que era macho. Perguntei: "Tem outro macho?", e os irmãos Flamarion me direcionaram ao pequeno boxer, que mais tarde, se tornaria o SHAN.
Uma semana depois, voltei à casa dos Flamarion, simplesmente para dar a notícia que eu levaria um dos filhotes para o Rio de Janeiro. A escolha do nome foi bem fácil. Culpa da minha namorada, que acabou gerando a oportunidade de me fazer pesquisar o significado da palavra "shan". "Montanha", "monte" ou "cadeia de montanhas". Impressionante! A maior paixão da minha vida, que me levou à profissão que tenho hoje, que me levou a conhecer os cumes de dois continentes, iria dar nome ao meu companheiro de aventuras. Enquanto nós dizemos "Monte Everest", os chineses diriam "Everest Shan". Perfeito! Só faltava eu esperar o Shan desmamar, para levá-lo à sua nova casa...
Noutro dia, quando os filhotes tinham quase 2 meses de idade, comecei a pensar se gostaria de ter um macho ou uma fêmea. Perguntei ao Pedro qual sexo é o menos problemático e mais companheiro. E ele foi incisivo: "Um macho, com certeza!". Eu sabia que havia um "quase albino" na ninhada que era macho. Perguntei: "Tem outro macho?", e os irmãos Flamarion me direcionaram ao pequeno boxer, que mais tarde, se tornaria o SHAN.
Uma semana depois, voltei à casa dos Flamarion, simplesmente para dar a notícia que eu levaria um dos filhotes para o Rio de Janeiro. A escolha do nome foi bem fácil. Culpa da minha namorada, que acabou gerando a oportunidade de me fazer pesquisar o significado da palavra "shan". "Montanha", "monte" ou "cadeia de montanhas". Impressionante! A maior paixão da minha vida, que me levou à profissão que tenho hoje, que me levou a conhecer os cumes de dois continentes, iria dar nome ao meu companheiro de aventuras. Enquanto nós dizemos "Monte Everest", os chineses diriam "Everest Shan". Perfeito! Só faltava eu esperar o Shan desmamar, para levá-lo à sua nova casa...
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