Numa noite agradável de reunião entre grandes amigos, é sempre possível que o calor de uma discussão acarrete alguns imprevistos.
O caso foi em minha casa. O tema era espiritualismo, Espiritismo e religião. Tema profundo. O debate estava deveras interessante, mas, em determinada hora, este passou a ter um caráter cada vez mais sério. Praticamente só duas pessoas falavam (eu era uma delas). O Shan, quando tem casa cheia, fica bem contente, por poder se fazer de "pidão" para brincar com várias pessoas. Porém, naquela noite, não havia atenção nenhuma para ele. Ele estava quieto, andando para cá e para lá, como se não entendesse por que é que ele não recebia atenção, mesmo com tanto barulho na sala...
Por minha parte, os ânimos estavam cada vez mais exaltados, devido à profundidade e importância que eu dava para aquele diálogo. No momento em que eu ia recomeçar a colocar meus argumentos em pauta, com o sangue já fervendo nas veias, eu ouvi latidos fortes e, por que não dizer, arrepiantes, vindos do meu quarto. Eu nunca tinha ouvido o boxer latir daquela maneira. Em um segundo, eu parara de falar e estava em meu quarto. O Shan estava deitado, perto da minha cama, com uma cara de assustado. A mensagem era clara: era hora de parar com aquele debate.
Como agradecimento àquele aviso sobrehumano, deitei no chão do meu quarto com ele e, em silêncio, nos dispomos a dar uma cochilada de serenar mentes e corações...
29 de julho de 2010
O valor da biodiversidade
A edição de julho da revista GEO BRASIL tem uma interessante matéria, onde o autor Andreas Weber e o fotógrafo Ingo Arndt nos mostram que vários cientistas do mundo estão calculando o valor, em dinheiro, da biodiversidade em seus países. Aí vão alguns bons exemplos!
O operário de reflorestamento na Alemanha

Pântanos, depósitos favoráveis de CO2
O operário de reflorestamento na Alemanha

Pântanos, depósitos favoráveis de CO2
21 de julho de 2010
Nomes e significados
Que interessante... O boxer usualmente é chamado de vários nomes: "Shan, patinho e lagarto"... "Jackie Shan"... "RebolaShan"... "Shan Connery"... "Shanbinho"... "Shan Po"... Eu me divirto com isso.
Hoje fui tentar saber se o famoso ator chinês de Hollywood era "Jackie Shan" ou "Jackie Chan". Acabei descobrindo que o acrobata do Kung-Fu cinematográfico chama-se "Chan", e o significado deste sobrenome é "brilhante".
Aproveitei para pesquisar mais sobre o nome do meu cãozinho. E a internet me revelou, por duas vezes, que o nome "Shan", além da origem chinesa, tem raízes celtas. Em gaélico, a língua oficial do povo celta, o nome "Shan" significa "ancião, sábio".
Montanha sábia com "ventos brilhantes"... Huum... Muito interessante...
Por fim, o Wikipedia me mostrou um artigo de um urso panda gigante que mora no Zoológico Nacional Smithsonian, na capital norte-americana. O nome dele é "Tai Shan" e foi escolhido através de uma votação onde participaram mais de 200 mil pessoas. "Tai Shan" significa "montanha pacífica". Mas quase que o panda ganha o nome "Long Shan", que significa "montanha dragão".
E esse panda se parece muito com o Shan canino...
Hoje fui tentar saber se o famoso ator chinês de Hollywood era "Jackie Shan" ou "Jackie Chan". Acabei descobrindo que o acrobata do Kung-Fu cinematográfico chama-se "Chan", e o significado deste sobrenome é "brilhante".
Aproveitei para pesquisar mais sobre o nome do meu cãozinho. E a internet me revelou, por duas vezes, que o nome "Shan", além da origem chinesa, tem raízes celtas. Em gaélico, a língua oficial do povo celta, o nome "Shan" significa "ancião, sábio".
Montanha sábia com "ventos brilhantes"... Huum... Muito interessante...
Por fim, o Wikipedia me mostrou um artigo de um urso panda gigante que mora no Zoológico Nacional Smithsonian, na capital norte-americana. O nome dele é "Tai Shan" e foi escolhido através de uma votação onde participaram mais de 200 mil pessoas. "Tai Shan" significa "montanha pacífica". Mas quase que o panda ganha o nome "Long Shan", que significa "montanha dragão".
E esse panda se parece muito com o Shan canino...
14 de julho de 2010
Começando pelas ruas - 3a parte - Praia & Chuva
"Logo agora!", pensei. Tinha acabado de chegar em casa, depois de um exaustivo dia de trabalho. O Shan parecia mais ansioso pra sair do que nunca. Parecia que ele pressentia o lugar que iria conhecer naquela noite chuvosa de inverno. Curiosamente, os estrondosos trovões não afetavam nem um pouco o boxer. Mas isso nem chega a ser curisoso realmente...
Saímos de carro numa chuva absurdamente forte. Em menos de 5 minutos, a principal avenida do Recreio estava alagada. Mas essa pancada de água foi bem curta. Brinquei com o Shan, dizendo que não poderíamos passear nequele dia. Cheguei até o Pontal, onde estacionei o carro e desci o Shan com a sua nova coleira (um peitoral de cor azul que acabara de trazer de Volta Redonda). A chuva era fraca, mas constante. Fomos nos aproximando lentamente da areia. Quando o Shan tocou, pela primeira vez, na areia, ele teve um surto de alegria. Mesmo preso à guia, ele espirrava e saltava, sinalizando que era hora de soltá-lo, pois havia muita brincadeira pela frente... E brincadeira nova! Pouco tempo depois de soltá-lo, comecei a correr pela praia, na chuva. O boxer me seguia incansavelmente, sujando toda a língua e o focinho de areia. Ele ficou cansado mais rápido do que eu na areia, mas a sua capacidade de recuperação de fôlego é muito mais alta. O boxer ainda correu bastante pelas gramas e pequenos morros da praça do Pontal, onde mastigou algumas amêndoas e rolou na grama molhada.
Em casa, foi o tempo de tomar o banho de redenção, após seus primeiros contatos com areia de praia e chuva, para ele estar esparramado no chão do meu quarto, sobre algumas roupas sujas minhas, num sono que já começava antes mesmo de eu ter tomado a minha ducha...
Saímos de carro numa chuva absurdamente forte. Em menos de 5 minutos, a principal avenida do Recreio estava alagada. Mas essa pancada de água foi bem curta. Brinquei com o Shan, dizendo que não poderíamos passear nequele dia. Cheguei até o Pontal, onde estacionei o carro e desci o Shan com a sua nova coleira (um peitoral de cor azul que acabara de trazer de Volta Redonda). A chuva era fraca, mas constante. Fomos nos aproximando lentamente da areia. Quando o Shan tocou, pela primeira vez, na areia, ele teve um surto de alegria. Mesmo preso à guia, ele espirrava e saltava, sinalizando que era hora de soltá-lo, pois havia muita brincadeira pela frente... E brincadeira nova! Pouco tempo depois de soltá-lo, comecei a correr pela praia, na chuva. O boxer me seguia incansavelmente, sujando toda a língua e o focinho de areia. Ele ficou cansado mais rápido do que eu na areia, mas a sua capacidade de recuperação de fôlego é muito mais alta. O boxer ainda correu bastante pelas gramas e pequenos morros da praça do Pontal, onde mastigou algumas amêndoas e rolou na grama molhada.
Em casa, foi o tempo de tomar o banho de redenção, após seus primeiros contatos com areia de praia e chuva, para ele estar esparramado no chão do meu quarto, sobre algumas roupas sujas minhas, num sono que já começava antes mesmo de eu ter tomado a minha ducha...
13 de julho de 2010
Começando pelas ruas - 2a parte
Faltava uma semana ainda para que o Shan recebesse a última dose da vacina que o obrigava a ficar em casa, sem contato com outros cães. Só que eu já não aguentava mais ficar em casa, esperando a última dose de "proteção" dele. Na segunda, à noite, levei o boxer a uma pracinha. Era uma praça bem ajeitada, com quadra de esportes, muitas árvores e grama e brinquedos para crianças. Ele estava muito feliz, com todo aquele espaço pra correr e grama pra se jogar em cima. Shan... Um nome bem incomum, certo? Bem, o primeiro contato oficial dele com cães "com dono", na rua, foi justamente com dois cachorros de nome bem comum entre caninos, famosos por serem personagens de desenhos animados: Tobi e Snoopy. Mas o Shan vai ficar muito mais famoso. Muito mais...
8 de julho de 2010
Começando pelas ruas - 1a parte
Eu tinha que pagar uma dívida em Vargem Grande, e resolvi levar o Shan para passear. Era uma bela manhã de sábado, e eu tinha planejado ainda "dar um trato" no meu carro. Depois de dar uma passada na "fronteira interiorana" do Recreio, parti para o posto, para lavar o automóvel. Mas, de repente, o Shan começou a se mexer estranhamente, como se fosse fazer alguma coisa. Isso me relembrou a primeira vez que ele mijou todo o meu banco de trás... Resolvi dar uma parada, para não correr riscos. Parei numa rua tranquila, com uma calçada que era metade cimento e metade grama (com lixo...). Rapaz, que alegria! Era a primeira vez que ele brincava fora de casa, de verdade! Era a primeira vez dele na rua! O Shan tinha virado, literalmente, um pinto no lixo, porque ele se banhava de grama com salpicos de plástico, pano, papelão... Fiquei um tempo parado lá vendo a sua bagunça. Ele corria, cheirava tudo, comia grama, brincava com o copinho de plástico... De repente, ele fez o seu primeiro xixi na rua, bem em cima de um tufo de grama. Excelente!
Voltei para almoçar em casa com o carro limpo. Logo em seguida, levei o Shan para passear novamente, pois tinha que levar o meu laptop para consertar. Depois de deixar o computador na loja, aproveitei para deixá-lo mais cansado ainda. Levei ele a uma pequena praça, dentro de um condomínio de casas na Barra. Mais uma vez ele correu, cheirou, brincou com a bola e correu comigo... Ahhh, poucas coisas são tão prazeirosas nessa vida quanto correr junto com o seu cachorro... É uma sensação única...
Fomos pra casa, dei um belo banho no boxer e fui assistir ao jogo da Espanha, para descansar. E lá estava o filhote, no chão, completamente exausto! Como o jogo estava monótono, resolvi me juntar a ele no reino de Morfeu, talvez para brincar mais um pouco...
Voltei para almoçar em casa com o carro limpo. Logo em seguida, levei o Shan para passear novamente, pois tinha que levar o meu laptop para consertar. Depois de deixar o computador na loja, aproveitei para deixá-lo mais cansado ainda. Levei ele a uma pequena praça, dentro de um condomínio de casas na Barra. Mais uma vez ele correu, cheirou, brincou com a bola e correu comigo... Ahhh, poucas coisas são tão prazeirosas nessa vida quanto correr junto com o seu cachorro... É uma sensação única...
Fomos pra casa, dei um belo banho no boxer e fui assistir ao jogo da Espanha, para descansar. E lá estava o filhote, no chão, completamente exausto! Como o jogo estava monótono, resolvi me juntar a ele no reino de Morfeu, talvez para brincar mais um pouco...
7 de julho de 2010
Portal do Planeta Sustentável
Uma ótima indicação para os amantes de um planeta sustentável...
http://planetasustentavel.abril.com.br/
http://planetasustentavel.abril.com.br/
5 de julho de 2010
Limites para um Planeta Sustentável

Por Jonathan Foley
Diretor do Inst. do Meio Ambiente, University of Minnessota
A edição de junho da Scientific American Brasil publicou uma excelente matéria, a qual resume os limites dos principais processos ambientais que podem colocar em risco a vida na Terra. Estes limites foram definidos por vários cientistas do mundo, que tiveram esta tese colocada à prova quando a publicaram no renomado periódico científico Nature.
O gráfico "em pizza" acima mostra estes processos (são 9 no total) e os valores do "espaço operacional seguro" (círculo preto). Observem que três destes processos já tiveram seus limites ultrapassados: concentração de CO2 na atmosfera (vermelho), a poluição pelo nitrogênio, pelo uso de fertilizantes (rosa) e extinção da biodiversidade (amarelo). Outros processos já estão chegando lá, como a transformação da terra em lavoura, a acidificação dos oceanos e a poluição pelo fósforo (também vindo do uso de fertilizantes).
Para exemplificar a natureza interligada de processos ambientais vitais, como o uso da terra e da biodiversidade, a foto abaixo mostra gigantescas florescências de algas no Mar Negro (redemoinhos verdes na parte inferior do mar) que são alimentadas por escoamentos agrícolas levados pelo Rio Danúbio (ponto mais inferior da foto).

O próprio Jonathan afirma que, permitir que processos ambientais excedam certos limites pode ter graves implicações, mas algumas ações decisivas conseguem mantê-los dentro de esferas seguras. E algumas dessas ações podem ser vistas na figura abaixo.
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