29 de junho de 2010

Brasil x Costa do Marfim


Domingão de sol... Dia de jogo do Brasil na Copa... E dia de Shan o dia inteiro no apartamento dos meus pais...

A galera foi lá pra jogar PS2 na televisão gigante do meu pai, e, depois, assistir ao jogo do Brasil contra a Costa do Marfim. Tive que deixar o Shan na varanda, praticamente o dia todo. E ele não parou nenhum minuto. Mijava a toda hora, comia as plantas da minha mãe, subia no sofá dela... Eu não conseguia controlá-lo, e até desisti de limpar aquela sujeira constante. Mas, numa hora, ele se superou. Quando retornei uma vez à varanda, lá estava o vaso de minha mãe rodeado por terra, que o próprio Shan havia ajudado a tirar. Ele cavava alucinadamente o vaso, colocando quase dois quilos de terra no chão. Apesar dele ter acabado de tomar o seu banho semanal, naquela manhã do jogo, estava com terra até às orelhas... Ahhh, quando vi que não tinha jeito, e que já havia feito isso pela segunda vez, comecei a brincar de jogar a terra em cima dele. Ele estava todo sujo mesmo...

O jogo foi bom, o escrete canarinho venceu, e o Shan, agora mais calmo, dormia em frente a um aparelho que tinha soltado três urros de gol. A galera foi embora, e eu fiquei, pra limpar a sujeirada mais impressionante que o boxer havia feito até aquele dia. Eu limpava um pouco e descansava um tanto mais, assistindo aos comentários na TV daquele dia de Copa na África. Tudo arrumado e cheiroso, era hora de voltar pra casa. Eu já estava cansado de levar o Shan no colo, afinal, ele já tinha mais de 3 meses de idade, e pesava em torno de 10 kg, então decidi que ele iria até o portão do prédio pelo chão (apesar do prédio dos meus pais não aceitarem cães). Tranquei a porta do apartamento e comecei a descer o lance único de escada. Para a minha surpresa, o Shan não desceu comigo. Ficou parado, ouvindo o chamado que ele já estava acostumado: "Shaaan... Assobio, assobio, assobio!" E nada. Desci todo o lance de escada, chamando-o, sem ele me ver. Nada. Subi de volta, e ele lá, parado, olhando para a escada maldita (era o que ele devia pensar). Peguei as suas patas dianteiras, e puxei ele até o primeiro degrau. E assim foi, por uns quatro degraus. Larguei-o, desci mais uns quatro degraus e chamei-o pelo nome... Só que ele começou a subir de volta os degraus que acabara de "vencer"! Ele tremia, com medo da escada. Peguei ele de novo pelas patas dianteiras, e recomecei a descida do primeiro meio-lance da escada no estilo "patas da frente, patas de trás... Patas da frente, patas de trás...". Ao fim, lá estava o Shan, na plataforma da escada, com seus primeiros oito a nove degraus vencidos com uma pequena ajuda minha. Eu desci o restante da escada e chamei-o pelo nome. Que maravilha!! Ele prontamente desceu o restante dos degraus sozinho, sem nenhuma ajuda! Que mulekinho ixperto! Aprende rápido... Assim como a Costa do Marfim...

3 comentários:

  1. Luís, muit legal a iniciativa desse blog! Fique certo de que irei acompanhar. As aventuras do Shan são mesmo dignas de textos!! bjs

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  2. Belo texto Luigi!!! haha vc ten sorte só tem um =P.. lá em casa sao cinco!!! rsss

    já ta favoritado

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  3. De lerdo o Shan não tem nada...Rsrsrs

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