Era uma noite quente em Volta Redonda, na casa dos meus grandes amigos Pedro e Pablo e da família Flamarion. Eu havia praticamente assistido ao nascimento da primeira ninhada da cadela Lua, uma linda boxer que toma conta da casa e de todos. As indas e vindas à Volta Redonda para visitar a minha namorada me deram a oportunidade de ver o crescimento dos sete filhotinhos que sobreviveram. Eu estava no sofá, vendo TV e conversando com o Pedro, quando ele falou: "Cara, ter um cachorro é muito bom! É companheiro para a sua vida!". Aquilo me soou como uma rara novidade. Tudo bem que todo mundo diz a mesma coisa, só que, dessa vez, foi totalmente diferente. Era como se ele estivesse me fazendo um convite, sem ele saber. A frase me tocou como se fosse um sino ou uma lâmpada acendendo em minha mente. "Por que não??", eu me perguntei na hora. Em segundos, eu havia tomado uma decisão que daria novos rumos em minha vida. Ter um companheiro canino... Era isso que eu precisava! Claro! Um companheiro de viagens de estrada e de caminhadas pela praia, duas paixões pessoais minhas... Uma responsabilidade que teria de arcar, pois, por se tratar de um filhote de boxer, uma raça atlética e que gosta muito de exercícios, eu teria que planejar meu dia para passear com ele pelo menos duas vezes por dia. Isso me faria levantar mais cedo, me disciplinaria os horários...
Noutro dia, quando os filhotes tinham quase 2 meses de idade, comecei a pensar se gostaria de ter um macho ou uma fêmea. Perguntei ao Pedro qual sexo é o menos problemático e mais companheiro. E ele foi incisivo: "Um macho, com certeza!". Eu sabia que havia um "quase albino" na ninhada que era macho. Perguntei: "Tem outro macho?", e os irmãos Flamarion me direcionaram ao pequeno boxer, que mais tarde, se tornaria o SHAN.
Uma semana depois, voltei à casa dos Flamarion, simplesmente para dar a notícia que eu levaria um dos filhotes para o Rio de Janeiro. A escolha do nome foi bem fácil. Culpa da minha namorada, que acabou gerando a oportunidade de me fazer pesquisar o significado da palavra "shan". "Montanha", "monte" ou "cadeia de montanhas". Impressionante! A maior paixão da minha vida, que me levou à profissão que tenho hoje, que me levou a conhecer os cumes de dois continentes, iria dar nome ao meu companheiro de aventuras. Enquanto nós dizemos "Monte Everest", os chineses diriam "Everest Shan". Perfeito! Só faltava eu esperar o Shan desmamar, para levá-lo à sua nova casa...
Aiiinn!!! *_*
ResponderExcluirSem palavras pra dizer à emoção que estou sentindo por saber desta história, mesmo ela me fazendo lembrar que, às vezes, fico muito irritada por ter que dividir a atenção do Luís com o Shan e, principalmente, quando sou obrigada a ouvir as broncas e assobios dados pelo Luís pelo telefone. Fico feliz por ter a certeza que esse “filolóte masi fofinho” que é o Shan é o meu chamego do coração.
Adoro você filolóte meu.
Bjões
Mayara
Aposto nesta dupla! Tenho a certeza que está dando certo, mas também, com um cachorro tão meigo, com uma cara de "cachorrinho carente" que ele tem, só pode mesmo é angariar muitos fãs. Parabéns pela amizade com seu filhote, e pelo Blog. Só acho que deveria ter uma foto da cara do Shan, pra todo mundo ver como ele é fofinho, apesar de ter destruído, literalmente, minhas plantas! Que estrago! Mas vou desculpá-lo. Agora, você, hum... vou pensar o que fazer pra pagar o estrago que nem eu sabia! Beijos
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